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Resenha: Heaviest - Nowhere (2015) - Nota: (8,0)

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Que sensação agradável quando a gente se depara com trabalhos tão bem acabados e concebidos como este “Nowhere”, do Heaviest! Não dá para ignorar e não salientar que a presença do Mario Pastore traz toda uma bagagem especial ao som do grupo investindo agora em tons mais graves e drives, a exemplo do que Edu Falaschi fez no Almah – só para termos um ponto de comparação. Mas a banda ainda tem seus talentos individuais, que somaram de forma definitiva para o resultado do álbum de estreia, mostrando personalidade própria!

“Nowhere” é um Metal moderno que não perde suas características clássicas e épicas, aqueles refrões que você adora cantar junto com a banda e diversos momentos para literalmente pogar e balançar as cabeças!

O disco já abre com a arrasa-quarteirões “Buried Alive”, onde Pastore mostra todo o poder de sua garganta! Aliás, essa deveria ser a música de trabalho do CD ao invés da também excelente “Nowhere”, mas aí já é uma opinião minha.

Seguem-se a cadenciada “Decisions” e a faixa-título, mostrando a tônica do álbum cuja característica de canção das composições e a personalidade das músicas. Elas ocuparam o lugar de exageros virtuosos, o que prova a maturidade bem-vinda que o Heaviest possui em seu line-up.


“Betrayed” é uma canção sensacional e bem acabada, mais uma vez captando o momento inspirado do guitarrista Guto Mantesso. Um misto bem dosado de groove e belos riffs e solos de extremo bom gosto! “Crawling Back” e “Torment” são simples em sua construção e empolgam pela pegada, trazendo aquela ginga de riffs que só os músicos brasileiros conseguem imprimir no Metal.

“Time” flerta com o Thrash mais uma vez evidenciando os vocais de Pastore numa bela palheta de tons colorindo a tela desta composição rica de detalhes.

“Ressurection” já tem uma pegada mais Metal moderno em riffs cadenciados com vocais se intercalando entre a melodia e drives bem colocados e um belíssimo show da bateria de Felipe Purini.

“Finding A Way” é uma belíssima balada, quebrando o gelo com extremo bom gosto e o virtuosismo de Mantesso e Eidt para o encerramento com a poderosa “Land of Sin”.

Torço sinceramente para que o Heaviest alce vôos mais altos e tenha o merecido sucesso que sua música de personalidade e qualidade oferece ao público. O primeiro passo certeiro já foi dado!

Formação: 
Mario Pastore (vocal);
Guto Mantesso (guitarras);
Marcio Eidt (guitarras);
Renato Dias (baixo);
Vito Montanaro (bateria).

Faixas:
01 – Buried Alive
02 – Decisions
03 – Nowhere
04 – Betrayed
05 – Crawling Back
06 – Torment
07 – Time
08 – Resurrection
09 – Finding A Way
10 – Land of Sin

Contatos:

E-mail: heaviestband@gmail.com


Resenha por: Ed Oliver

Resenha: Sagrav - The Lynching - EP (2016) - Nota: (7,5)

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Uma gratíssima surpresa é o que aguarda quem tiver a oportunidade de conferir o EP de estreia dos catarinenses do Sagrav. Para começar pouquíssimas bandas conseguem algo tão inusitado quanto o que a banda conseguiu neste “The Lynching”: ter influência do Thrash e Doom Metal oitentista, realmente soar assim sem parecer forçado e sair-se muito bem da armadilha de parecer datado. Isso por si só já seria suficiente para emitir uma boa impressão sobre o grupo, mas ainda bem que há mais.


O Sagrav conta com talentos individuais que trabalham pela música do grupo e não querem ser “a mais pesada”, “a mais rápida”, “a mais extrema” banda, mas soar honesta e original. Isso o trio faz com muita competência, o que transparece num Metal pesado e sujo na dose certa. A intro do trabalho é algo simplesmente fantástico, inspirado e sem exageros, que dá passagem à “Dark Feelings” e “The Lynching”, duas pedradas muito bem construídas com passagens criativas e repletas de feeling, dosando peso e melodia na dose certa.

Fechando de forma surpreendente o EP, vem a pedrada instrumental “1310”, mostrando uma veia Rock clássico como pano de fundo para as influência das banda.

Sem dúvida o Sagrav é um daqueles sopros de ar fresco quando se acha que o Metal já havia mostrado todas as suas facetas, e então, vemos estes belas pérolas nos surpreendendo sempre! Sagrav – um nome para ficar de olho!

Formação atual:
Cristiano Zauza (vocal/guitarra);
Protásio “Prota” Vargas Neto (baixo);
José Paulo “Bugre” Kemper (bateria).

Faixas:
01 – Intro
02 – Dark Feelings
03 – The Lynching
04 – 1310

Contatos:

E-mail: c.zauza@hotmail.com



Resenha por: Ed Oliver

Resenha: Dark Witch - The Circle of Blood (2015) - Nota (10)

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Para nós que acompanhamos o que acontece na música pesada ao redor do mundo, é senso comum encontrar trabalhos que passem aquela impressão de “jogar no senso comum”, e é fascinante quando se ouve um trabalho que surpreende e em que você diz a si mesmo ao final da audição do CD: “Puta merda, mas que trabalho bacana!”. E assim o é com este “The Circle of Blood”, primeiro trabalho da banda santista Dark Witch!

O Dark Witch foi formado em 1999 e esse tempo contou muito para que o grupo conseguisse construir uma personalidade própria e lapidasse sua música ao nível que ouvimos nesse trabalho, cujo resultado é de teor único, daqueles lançamentos que surgem de tempos em tempos para se tornarem referência no Metal nacional.

O grupo aposta no Metal tradicional, adicionando uma dose de modernidade e guitarras cheias de riffs cortantes e aqueles maravilhosos duetos de guitarras. Vale também menção especial ao belíssimo trabalho do vocalista e baixista Bil Martins, que imprime uma marca toda própria à música. A personalidade de sua voz com certeza é um diferencial ao som da banda.


A faixa-título e que abre o CD é fantástica. Tente ouvir e não ter a tentação de cantar junto o refrão. Merecem destaque também numa primeira audição as poderosas “Wild Heart”, “The Caudron”, “Blood Sentence”, “Death Rain” e “To Valhalla We Ride”, faixas que resumem a identidade do grupo: refrões fortes, bases variadas e poderosas, duetos de extremo bom gosto e uma abertura que permite mostrar os talentos individuais dos músicos sem exageros e malabarismos. Há ainda o swing de “Firestorm”, o peso da Speed Metal “Master of Fate”, o rifferama fantástico de “Liberty Is Death”… enfim, todas as faixas são relevantes e dão unidade para que o CD como um todo funcione de forma perfeita.

Como se não bastasse, ainda temos, fechando a audição, o cover de “Voz da Consciência”, do veterano Harppia – um presente da banda, mostrando a fonte de onde eles beberam.

O trabalho da dupla de guitarristas Cesar Antunha e Decio Andolini nada deve às clássicas duplas da NWOBHM. Um trabalho esmerado e inspirado.

Tudo em “The Circle of Blood” é bem dosado, equilibrado e executado, o que foi ainda mais evidenciado pela produção cuidadosa de Felipe Quirino que conseguiu entender o espírito e a identidade da banda tornando o som mais orgânico e de acordo com suas influências, ponto essencial para todo o resultado positivo do trabalho. A arte gráfica é simples, mas extremamente bonita a cargo de Ygor Gatti Alves, que entendeu também o espírito a imprimir na identidade visual do grupo.

Que a cena metálica prepare seus ouvidos porque o Dark Witch vem para marcar definitivamente seu caminho! “The Circle of Blood” não é apenas ótimo, é essencial, daqueles trabalhos que vêm para fazer história.

Formação:
Bil Martins (vocal/baixo);
Cesar Antunha (guitarra);
Décio Andolini (guitarra);
Andre Kreidel (bateria).

Faixas:
01 – Circle of Blood
02 – Wild Heart
03 – Master of Fate
04 – Cauldron
05 – Firestorm
06 – Stronghold
07 – Blood Sentence
08 – Liberty Is Death
09 – Lighthouse Reaper
10 – Death Rain
11 – Siegfried
12 – To Valhalla We Ride
13 – Voz da Consciência (Harppia Cover)

Contatos:

E-mail: darkwitchband@gmail.com


Resenha por: Ed Oliver

Resenha: Almah - E.V.O (2016) - Nota (9,0)

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O ano de 2016 tem superado expectativas pelo número de ótimos lançamentos no cenário metálico mundial, coisa pra derrubar de vez discursos de quem pregou em algum momento que o Metal morreu (morreu para quem, cara pálida?)… E entre tantos bons e ótimos lançamentos, há aqueles que ainda assim se destacam. É porque, alvíssaras, o trabalho foi mesmo singular, assim como este “E.V.O”, novo e aguardado disco do Almah, de Edu Falaschi (ex-Angra). Aqui, a linha conceitual se fez presente tendo como temática a Era de Aquário. É uma era tida como de elevação de consciência da humanidade, por assim dizer.

“Age of Aquarius”, faixa que abre o CD, mostra o tom assumido pela banda: arranjos de cordas estendem o tapete para um Metal mezzo Power Metal, mezzo Prog, distanciando-se da linha de tons baixos dos últimos trabalhos da banda. Uma sonoridade limpa que chama a atenção logo de cara, refrões poderosos e a voz de Edu subindo tons e mais limpa remetendo aos seus melhores momentos no Angra, tudo bem colocado e dosado. Irretocável trabalho de guitarras de Diogo Mafra e Marcelo Barbosa, também com duetos e solos menos atônicos e dissonantes seguindo a nova levada. Há que se exaltar a produção cristalina e muito bem orquestrada de Tito Falaschi.

“Speranza” será uma das mais belas canções e letra do Metal brevemente, uma música bem dosada, destacando suas melodias e mostrando a aquisição acertada de Pedro Tinello, que mostra serviço e impõe sua identidade de forma competente.


“Brotherhood” é uma balada típica de Almah, pontuada pela interpretação de Edu junto ao piano, mostrando que os problemas de saúde de outrora foram superados e sua voz voltou a alcançar os tons de antes, numa interpretação perfeita que pontua a calmaria antes da tempestade de “Innocence”, cujo peso – aí sim – remete aos últimos trabalhos da banda, mesclando o groove e melodia já conhecidos. Com certeza, uma faixa que funcionará muito bem ao vivo. Seguimos com “Higher” onde você pode jurar que voltamos com Edu Falaschi aos tempos de “Temple of Shadows”: tons altos em sua voz, e mas mais uma vez se sobressai sua capacidade em construir belos refrões em uma canção que cresce e traz os melhores solos de “E.V.O” numa performance matadora de Barbosa e Dafra.

A bela “Infactuated” se destaca em seu formato canção, o que aliás é uma aposta do grupo para sua identidade e uma marca irrevogável do trabalho e amadurecimento da banda. Até por isso, com certeza, esta faixa deve aparecer como música de trabalho da banda em algum de seus vídeos. O Prog de “Pleased To Meet You” empolga, com Tinello destruindo tudo e abrindo caminho para o ataque das guitarras, belas inserções de teclados também se destacam.

“Final Warning” tem uma estrutura mais contida, em mais um destaque dos vocais de Edu Falaschi, mostrando força na interpretação, nesta faixa que é a mais diferente entre o que comumente percebemos no Almah é rica de detalhes e texturas e em que cada nova audição, revela novos detalhes. “Indigo” também segue essa linha, numa ênfase mais simples de canção, sem ser fácil. Com certeza a faixa que mais trabalha os extremos de peso e momentos suaves no disco.

Então voltamos ao groove e tonalidades baixas dos instrumentos com “Corporate War”, uma típica faixa do saudoso Paulo Schroeber, mostrando aquela dança gostosa entre passagens pesadas e duetos espertos de guitarra, com Edu mostrando seus drives bem colocados e a bateria de Tinello falando alto, o que, aliás, chama a atenção para o detalhe de que Raphael Dafras tenha ficado mais contido em sua performance neste trabalho. Por fim fechando o CD, temos “Capital Punishment”, uma canção típica de arena com guitarras espertas e mais uma vez equilibrando peso e melodia em doses bem equilibradas e belos refrões.

É gratificante ver que o Almah não se acomodou e ousou mais uma vez. Edu Falaschi mostra novamente o porquê de ser uma de nossas maiores vozes do Metal mundial através de um trabalho equilibrado. É a identidade da banda e um passo à frente em buscar novos horizontes, um amadurecimento inteligente de quem sabe o que faz!

Formação:
Edu Falaschi (vocal);
Marcelo Barbosa (guitarras);
Diogo Mafra (guitarras);
Raphael Dafras (baixo);
Pedro Tinello (bateria).

Faixas:
01 – Age of Aquarius
02 – Speranza
03 – The Brotherhood
04 – Innocence
05 – Higher
06 – Infatuated
07 – Pleased To Meet You
08 – Final Warning
09 – Indigo
10 – Corporate War
11 – Capital Punishment


Resenha por: Ed Oliver

Resenha: Soul Inside - No More Silence (2010) - Nota: 8,0


As nuances tradicionais dentro dos variados estilos do Metal tem voltado com força total e o Death Metal não poderia deixar de ser assim, como um universo que se expande buscando novas fronteiras e que de tempos em tempos retorna a seu estado tradicional para não perder as raízes. É exatamente nessa linha de raciocínio que nos deparamos com o ótimo trabalho do quarteto Soul Inside de Minas Gerais, apostando numa música pura e sem invencionices o Death Metal do grupo ganha ricas explosões de bases do Thrash Metal ganhando um groove que ganha o ouvinte logo de cara.

No More Silence é o “Full Leght” em que o grupo dá suas caras ao mundo já com o pé direito, produção gráfica esmerada e produção técnica muito boa num trabalho produzido no Brasil, deixando todos os instrumentos claros e mostrando os talentos individuais da banda. Se eu fosse forçado a uma comparação diria que a banda é um misto do Death Metal da Flórida com aquela ginga de bases que só os brasileiros conseguem ter.

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O Soul Inside ganha pontos ao apostar naquilo que sabem e no que são bons: mostrar criatividade sem tentar recriar a roda. A variação rítmica e mudanças de andamento são feitas com maestria sem sorem forçados e ao perceber os pequenos detalhes na construção das músicas é que se nota o diferencial de “No More Silence”.

Numa primeira audição destacam-se “Fight of Despair” ( fiquei cantando seu riff alguns dias seguidos), “Again the Nightmare” e “The Killer Inside” onde as idéias de riffs e bases mostram uma identidade diferenciada da banda onde o mix de groove e técnica cria um vórtice empolgante e original. Todas as faixas contribuem em uníssono para um trabalho equilibrado, valendo citar ainda as interessantes “Unholy Temple” e “Child of War” que mostram também a preocupação em escrever boas letras para suas canções.

Neste turbilhão sonoro vale também destacar as performances dos vocais de Bruno Carvalho e a criativa rifferama de Eduardo Petrini, cujos solos também mostram bom gosto ao não tentar mostrar a “fritação” habitual e sim um bom gosto musical.
O Soul Inside é uma ótima promessa e aposta naquilo que os fãs mais buscam no estilo, mostrando que é possível inovar quando se tem talento!



Soul Inside é:
Bruno - Vocal e baixo
Renan - Bateria
Beto - Guitarra base
Eduardo - Guitarra base e solo

Contatos:

Resenha por Ed Oliver

Resenhas: Cavera - Unfit for Rational Consumption


Cavera - Unfit for Rational Consumption Nota: 5,0

Quando um estilo se sobressai no gosto do público é normal e notório que o número de bandas que surgem apostando naquele estilo seja em grande escala, e também é comum que uma grande parcela destes sejam meros paraquedistas que não entendem do "riscado" e as bandas passem a compor verdadeiros "Frankensteins" do estilo. Assim, sempre vou cautelosamente ouvir quando há um novo lançamento na tênue linha do Metalcore e do Thrash Grooveado tão em voga atualmente.

Do Rio Grande do Sul o Cavera enveredou por estes estilos e com o diferencial de dosar  de forma consciente suas outras influências dentro o deste caldeirão e moldar um estilo próprio, percebe-se na totalidade do CD que os músicos souberam dosar tudo, o que denota um time de grandes músicos em seu debut "Unfit for Rational Consumption".

Os destaques do Cd vão sem dúvida para as músicas mais diretas como Creatures, More Lies, Seven, Snuff Box que mostram a cara do Cavera músicas fortes, boa contrução de refrões e variações de bases bem interessantes. Leandro Mantovani (Baixo) e André Luiz (Drums) contrõem uma parede criativa e poderosa para o ataque de Catiano Alves, guitarrista que mostra ser diferenciado em todo o trabalho, sendo acompanhado pela guitarra afiada de Rodrigo Rossi.


Faixas como Little General, La Strega Rossa/Senza Cura, Unnamed Pills, Controlled by The Hands são exemplos do que a banda possa lapidar o seu som: - As faixas tem muito boas idéias porem o pequeno excesso de variações tanto na parte vocal como no ritmo fazem com que o ouvinte em certos momentos se desconecte da música, como La Strega Rossa com seus 7:24, um pouco excessivos para este estilo de som que a banda trabalha, nada que comprometa o trabalho mas são pontos a serem pensados. Rodrigo Rossi canta muito e com certeza com pequenos acertos alcançará o time dos grandes vocalistas nacionais dentro em breve.

Vale citar ainda Glistening Lips, bases e ritmo para se agitar imediatamente, Time to Die na minha opinião a melhor faixa do trabalho tem uma química que com certeza a banda poderia usar mais, algo de Rock Cru numa base grooveada que empolga e ganha o ouvinte logo de cara.

Quanto a parte gráfica, a capa e encarte muito bonitos a cargo de Diego Gedoz encartam com louvor este trabalho que com certeza merece a atenção e vai render muitos bons frutos no Metal; o diamante bruto foi encontrado falta só encontrar um modo de fazê-lo funcionar direito e lapidá-lo.




Resenha: Ed Oliver

Resenha: Rulebreaker - Primal Fear

por Ed Oliver

Sabe aquele time que está tão sintonizado e harmônico que você já prevê que o jogo vai ser bom, antes que os jogadores entrem em campo? É o caso do Primal Fear neste novo álbum e por que não dizer nova fase, com a efetivação de Francesco Jovino ( no lugar de nosso Aquiles Priester ) e a volta permanente do guitarrista fundador Tom Naumann. Com um tom mais grave, mais pesado atendendo a evolução natural e atualização musical da banda, Rulebreaker é por que não dizer uma volta às raízes com músicas diretas, refrões pegajosos e canções muito bem construídas e resolvidas!



O álbum abre com a música de trabalho Angels of Mercy, direta, rápida, empolgante, já ganha o ouvinte de cara! Os destaques sem dúvida se seguem com as cadenciadas e poderosas At War With the World, Constant Heart, The End is Near mostrando peso e o entrosamente das guitarras da banda, In Metal We Trust é a típica música de Arena feita para o publico cantar junto! Bullets & Tears tem algo the Breaking the Law, mostrando que o Primal não foge às suas raízes.
Raving Metal e Devil in Me são canções construídas encima de Riffs, chamando o ouvinte a cantar junto sua melodia. Com certeza, Rulebreaker não será apenas mais um álbum na discografia da banda se destacando dos demais, méritos extras para Ralf Scheepers que imprime identidade, técnica e está no auge de seu potencial vocal, um show a parte no disco, a dupla de guitarristas nos brinda com duetos épicos, bom gosto nas bases e solos, a cozinha de Matt Sinner e do recém chegado Francesco Jovino ( ex - U.D.O ) são a ponte perfeita para a banda e por tudo isso Rulebreaker com certeza já figura entre os principais lançamentos de 2016! Épico!

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