Mais Death Metal brasileiro para nossa alegria, nesta vertente que também foi dominada por nossos músicos e desenvolvida a ponto de nôs tornarmos referência para o mundo, e desta vez quem faz as vezes é o grupo Death Chaos oriundo da bela Curitiba, trazendo seu EP de estréia “Prologue in Death & Chaos” que já impressiona pelo excelente material de divulgação, profissional, bem estruturado e produzido.
A praia do Death Chaos é o Death Metal tradicional, algo de Old School e detalhes mais modernos se mesclam sem desrespeitar o estilo, a estrutura e o felling estão lá, como chamariz, a bela idéia de acrescentar em algumas partes duetos de guitarras, o que poderia ser mais explorado pela banda já que o seu som tem mais melodias em detrimento do peso e extremismo, o que fica evidenciado nas estruturas, desenvolvidas encima de riffs e mais cadenciadas.
A abertura com “You Die, I Smile” já deixa clara a preocupação com a produção polida e de mostrar os talentos individuais da banda, um pouco mais de peso à bateria e o baixo mais “na cara” seriam muito bem-vindos; belas bases “sacode pescoço” se unem com as tradicionais paradinhas do estilo.
A pegada é muito boa, apenas um cuidado maior em não deixar com que a força da música caia como se observa em “Death Division” que começa bem e depois parece cansar, um melhor tino para misturar estas passagens cadenciadas e melodiosas à outras rápidas com certeza empolgam mais o ouvinte e dão aquele molho que o Death Metal necessita e que é parte essencial de sua personalidade!
“House of Madness” segue a linha melodia e cadencia, neste ponto você percebe o diferencial de Denir “Deathdealer” baixista e que com seu vocal mostra personalidade sabendo usar a métrica e a estrutura da música para que se casem com perfeição ao seu estilo de canto, o que no caso desta faixa em particular que reúne uma diversidade de emoções, se faz muito bem resolvidos.
Um belo e inspirado discurso de guitarras inicia “Erased Sky” cuja melodia é com certeza a melhor do disco, transpassada por detalhes de teclados e belíssimos solos.
Fecha o trabalho “You Are Not You”, mais direta e concisa, se mostra uma epítome e todas as diferentes personalidades da banda, mistura de bases cadenciadas e outras rápidas, destaque para o belo trabalho do baterista Ueda.
Em linhas gerais, “Prologue in Death & Chaos” mostra exatamente que a identidade do Death Chaos é um Death Metal Old school com as nuances mais melódicas do Metal moderno e a banda soube construir essa identidade embora acrescentar passagens mais velozes, algo mais daquele viés selvagem que o estilo pede para evidenciar mais sua bela linha melódica e contrabalançar suas características, fosse uma escolha bastante salutar. O primeiro passo foia certado e muito bem vindo, agora é como dizem: ” ajustar a sintonia fina”!
As nuances tradicionais dentro dos variados estilos do Metal tem voltado com força total e o Death Metal não poderia deixar de ser assim, como um universo que se expande buscando novas fronteiras e que de tempos em tempos retorna a seu estado tradicional para não perder as raízes. É exatamente nessa linha de raciocínio que nos deparamos com o ótimo trabalho do quarteto Soul Inside de Minas Gerais, apostando numa música pura e sem invencionices o Death Metal do grupo ganha ricas explosões de bases do Thrash Metal ganhando um groove que ganha o ouvinte logo de cara.
No More Silence é o “Full Leght” em que o grupo dá suas caras ao mundo já com o pé direito, produção gráfica esmerada e produção técnica muito boa num trabalho produzido no Brasil, deixando todos os instrumentos claros e mostrando os talentos individuais da banda. Se eu fosse forçado a uma comparação diria que a banda é um misto do Death Metal da Flórida com aquela ginga de bases que só os brasileiros conseguem ter.
O Soul Inside ganha pontos ao apostar naquilo que sabem e no que são bons: mostrar criatividade sem tentar recriar a roda. A variação rítmica e mudanças de andamento são feitas com maestria sem sorem forçados e ao perceber os pequenos detalhes na construção das músicas é que se nota o diferencial de “No More Silence”.
Numa primeira audição destacam-se “Fight of Despair” ( fiquei cantando seu riff alguns dias seguidos), “Again the Nightmare” e “The Killer Inside” onde as idéias de riffs e bases mostram uma identidade diferenciada da banda onde o mix de groove e técnica cria um vórtice empolgante e original. Todas as faixas contribuem em uníssono para um trabalho equilibrado, valendo citar ainda as interessantes “Unholy Temple” e “Child of War” que mostram também a preocupação em escrever boas letras para suas canções.
Neste turbilhão sonoro vale também destacar as performances dos vocais de Bruno Carvalho e a criativa rifferama de Eduardo Petrini, cujos solos também mostram bom gosto ao não tentar mostrar a “fritação” habitual e sim um bom gosto musical.
O Soul Inside é uma ótima promessa e aposta naquilo que os fãs mais buscam no estilo, mostrando que é possível inovar quando se tem talento!
A banda Khrophus lançou recentemente as datas que darão continuidade a sua atual turnê de divulgação do último trabalho “Eyes Of Madness”.
A “Spreading The Madness Tour” teve seu início no em 2012, ano que a banda anunciou sua segunda turnê europeia ainda contando com Alex Pazzeto como baixista e vocalista, desde então a banda vem “espalhando a loucura” por onde tem passado ao longo desses 4 anos
Desde o início de 2016 o Khrophus já tocou em diversos eventos, para apresentar sua nova formação, contanto agora com Leonardo Chagas como novo “frontman” e com isso aproveitaram para adiantar um pouco mais, divulgando assim todas as datas que o grupo fará durante esse ano. Confira:
Convenhamos,
o Brasil tem um caso de amor com o Metal e anualmente centenas de novas bandas surgem
no cenário buscando seu lugar ao sol, e claro o tempo e o publico se encarrega
de filtrar a fazer sobreviver aquelas que têm mais relevância. Nessa engrenagem
para que uma banda tenha relevância não basta que seus integrantes gostem de
determinado estilo é necessária uma “química” entre eles, um diferencial no
trabalho e, sobretudo músicos que entendam do “riscado”, ou seja, dominem
aquele estilo e criem composições que funcionem. Neste contexto uma das novas
promessas é sem dúvida o Rotten Pieces!
Rapaz, que
arregaço escutar este primeiro EP da banda, que, diga-se de passagem, caprichou
também na apresentação e parte gráfica do CD. A música do Rotten Pieces esta
situada nos limites do Thrash e Death Metal naquela linha mais “grooveada” com
personalidade e um desempenho que marca o som deste “Power trio” nos sentidos
imediatamente.
A faixa
título já explode os alto-falantes com seu refrão pegajoso dando a tônica do
que a banda, guitarras espertas em riffs empolgantes e bem construídos em
inteligentes variações de bases, se alternando em matadoras passagens. “Hell Soldier”
é a mais curta e direta do álbum onde todas as nuances dos vocais de Leonardo
Morales se mostram nesta faixa matadora.
“The Refugee
of Suicidals” abre com o baterista Davi Menezes mostrando toda a sua técnica,
imagine uma amalgama entre Unleashed e Krisiun e terá uma idéia aproximada desta
faixa que ainda conta com um solo espetacular de Lucas Putini. “Blood for
Freedom” é mais uma pedrada direta que mostra a habilidade da banda em contruir
riffs e bases matadores. “Pure Words” tem uma identidade própria que mais uma
vez diferencia o Rotten Pieces, dentro do estilo a que se propõe; - “Groove,
agressividade e técnica na medida certa” e mais uma vez a capacidade
interpretativa de Leonardo Morales é um diferencial. O trabalho fecha com “Colony”
um arregaço com inteligente alternância de andamentos, comandado por Lucas
Putini, um guitarrista diferenciado que sabe dar vida aos temas.
Rot in
Pieces é daqueles trabalhos diferenciados que dão orgulho a nós críticos de
música de exercer essa função e ter a possibilidade de ter contato com bandas
tão verdadeiras e promissoras quanto o Rotten in Pieces!
Apostando nas vertentes mais extremas do Metal o Disformes formou-se em 2007 e vêm consolidando seu nome no Metal underground brasileiro. Chegou até nossas mãos seu EP com 4 músicas, entitulado "Sangue Correndo" que mostra a faceta do grupo e o terreno musical que a banda faz suas apostas.
Com saudáveis influências da Old School do Death Metal, o Disformes busca uma caminho para expressar sua musicalidade. sem invencionismos ou exageros, o que dá à sua sonoridade uma honestidade que cativa o ouvinte, numa cozinha firme e precisa, guitarras bem timbradas que se alternam em palhetas, velocidade, passagens mais pesadas e viradas inesperadas, traz além de uma identidade convincente, características que vão agradar em cheio aos fãs do estilo!
Os 4 socos na fuça que fazem parte deste EP são: "Sangue Correndo", "Busca sem Fim", "Corrompendo Vidas" e "Os caminhos do Ódio" e antes que você pense, sim as letras são em português e diga-se de passagem um belíssimo trabalho do vocalista Charles Rocco que mostra um belo talento em passar as mensagens da banda em letras inteligentes e que sobretudo tem uma métrica que casa muito bem com o som da banda.
Na parte mais técnica vale salientar o trabalho esmerado de Thiago reis do Chapada Estudio de Terezina que soube dar uma produção digna onde todos os atributos da banda transparecem de forma clara.
Parabéns ao Disformes que agora faz com que nós torçamos por um "Full Leght", pois e aprimeira impressão é pra lá de satisfatória!
No Metal underground sempre estão chegando boas surpresas de profissionais da música pesada que buscam mostrar sua identidade e o Rattle é exemplo de que se faz melhor, quando se faz o que se gosta e sua mistura bem equilibrada do Metal extremo com Quadrinhos, Ficção Científica e talento vem chamando a atenção dos Metalheads do brasil e do exterior!
Tendo surgido em meados de 2009, e contando na sua discografia o split-Cd “Pain is Inevitable” (lançado em 2011, em conjunto com a banda russa Hell´s Thrash Horsemen) e participação na coletânea Hellstouch (Shinigami Records/2012), RATTLE apresenta o seu álbum de estreia intitulado “Tales of the Dark Cult”.
Gravado no Revolusom Stúdio (Salvador/BA) por Marcos Franco, que já trabalhou com bandas como Malefactor, Behavior e Confiteor, “Tales of the Dark Cult” apresenta seu Thrash Death Metal em 11 músicas inspiradas nos universos literários, cinematográficos e de quadrinhos de horror e ficção científica.
O trabalho contou com as participações especiais de Anton Naberius (Eternal Sacrifice) nas faixas ‘Call Of Duty’ e ‘Operation: Exterminate!’, Lord Vlad (Malefactor) em ‘The Dark Cult’ e finalmente Julio Cesar (Metropolis/The Endless Fall) em ‘Hell Of The Living Dead’.
A banda pernambucana Hate Embrace lança a sua mais nova música, intitulada “Hellcife das Histórias”, que pertence ao seu próximo álbum com previsão de lançamento para 2017.
“Hellcife de Histórias” é uma introdução a um Recife antigo com histórias que assombram o imaginário popular. Uma época em que as luzes dos postes criavam um clima de penumbra perfeito para que as sombras criassem vida. A música do novo álbum foi destinada a um projeto em 2015, mas que acabou não se realizando. As gravações foram feitas no J.Astudio (o mesmo em que foi registrada a demo “Doa” e “Sertão Saga”). Parte do instrumental foi gravado ao vivo (com os vocais e teclados separados).
É gratificante ver como cada vez mais os músicos de nosso Metal Underground se esmeram em apresentar trabalhos profissionais e issos faz movimentar e enriquecer a cena sempre com excelentes bandas, este é o caso do Hecatomic de Tupã/SP.
Havoc é um EP trazendo um Death Metal direto, cru e onde o Hecatomic mostra personalidade ao transitar pelo caminho de suas influências das quais podemos identificar Cannibal Corpse, Deicide, Death, Sarcófago mas com uma característica toda própria da banda, na qual a ótima produção ajudou muito a salientar as características individuais e o poder de fogo da banda.
As 4 faixas que compõem o CD variam entre partes rápidas e mais cadenciadas, bases variadas e com personalidade que dão o tom para os vocais poderosos de Andrade, que varia suas interpretações entre o gultural e o gritado de forma bastante competente dando personalidade ao trabalho do Grupo. “Funeral Silence” e “Dead Chilhood” se destacam por suas variações de andamento e boas sacadas na construção do Death Metal “abrasileirado” do conjunto, isso entenda-se Death Metal tocado com garra, personalidade e aquele “groove” que só as bandas brasileiras sabem fazer. Vale salientar também as performances do guitarrista Rodolfo Rizatto numa ótima combinação de bases e riffs personalizados e seu bom gosto na escolha de timbres e o baterista Gustavo Figuerôa dono de uma técnica precisa, e que valoriza cada passagem das composições.
O Hecatomic com certeza têm bagagem e poderio suficiente para expandir seu trabalho e alcançar vôos ainda maiores.
Engraçado como algumas coisas acontecem no Heavy Metal. Se
você perguntar no exterior, seja para músicos no estilo ou ao público, todos
serão unânimes em afirmar: “Os músicos e as bandas de Metal do Brasil são
diferenciados e estão entre os melhores do mundo!”. Ao que parece, somente o
próprio público brasileiro não se tocou disso e a sorte é que temos
representantes como oKhrophus, que com mais de duas décadas de luta,
talhou seu respeito profundamente no mármore do Metal brasileiro com respeito,
garra e seu Death Metal brutal, técnico e arrebatador!
A Roadie Metal conversou com Carlos Fernandes (baterista) e Adriano
Ribeiro (guitarra) para saber sobre as vitoriosas turnês que a banda vem
fazendo e fortalecendo seu nome mundo afora e um pouco da história destes
guerreiros do Death Metal!
Roadie Metal: O Khrophus se destaca na cena por sua
persistência e luta e, sobretudo, percebe-se que vocês trabalham bastante na
divulgação da banda. Esse é o segredo para se manterem 23 anos numa cena de
altos e baixos? Carlos Fernandes: Acredito que a satisfação que a música autoral
lhe retorna não tem preço. Estar em outro país imerso em uma cultura totalmente
diferente no qual não se entende uma palavra da língua local e ainda assim só
em olhar outro metalhead com uma camisa do Black Sabbath o respeito já se faz
presente. Nossa cultura Heavy Metal é universal e palavras não se fazem
necessárias quando há citações assim, e voltar duas, três vezes ao mesmo
lugar e reencontrar aqueles que já se tornaram amigos não tem preço! Essa,
acho que seja a motivação maior em se tocar em banda de Metal e ter que manter
um trabalho em paralelo à banda para pagar suas contas, mas para mim e
creio que falo pela banda toda, essa seja a maior motivação possível; tocar
para milhões que não estão para lhe assistir ou para dez headbangers que
vieram de longe porque gostam da sua música, prefiro tocar para dez amigos!
Roadie Metal: De onde surgiu o nome “Khrophus”? Adriano Ribeiro: Essa é a pergunta que mais ouvi na vida (risos), e
toda vez que alguém me pergunta, mais e mais acredito ter criado um nome
original e que consegue identificar a banda nessa imensidão de bandas mundo
afora. Quando eu era adolescente, fiz uma letra contando a história de um
guerreiro invencível, e sua missão era controlar os excessos do bem e do mal.
Esse guerreiro precisava de um nome, e criei letra por letra até chegar a
Khrophus, que é um nome forte, e essa força se faz presente até hoje quando
estamos completando 23 anos.
Roadie Metal: Vocês estavam se preparando para a 4ª turnê
na Europa. Fale-nos sobre esta experiência. Que países mais gostaram de tocar? Carlos Fernandes: Na verdade, realizamos nossa terceira incursão
europeia em 2013, porém os planos de um retorno a Europa para esse ano estão
fora de cogitação com o câmbio desfavorável assim. Eu teria que vender minha
casa para irmos novamente esse ano (risos), por isso estamos optando por rodar
mais pelo Brasil e alguns países do Mercosul. Estamos voltando em
junho para a Argentina, em nossa segunda turnê por lá e acredito esse
ano ainda faremos nossa primeira visita ao Chile e a segunda ao Paraguai e
talvez. Em 2017, uma parceria está surgindo para irmos aos Estados Unidos
pela primeira vez.
Adriano Ribeiro: É um sonho pessoal do Carlos
tocar nos Estados Unidos, e com essa parceria, as portas começaram a se a
abrir, e devemos provavelmente fazer 25 shows em 25 dias por lá. Em relação
à Europa, é incrível conhecer culturas diferentes em tão poucos quilômetros.
São muitos países e regiões incríveis, mas falando por mim, posso dizer
duas coisas: o melhor país do mundo é a Alemanha, onde fizemos muitos
amigos (inclusive já recebemos em nossas casas amigos que fizemos lá e quiseram
passar férias aqui), e a outra coisa é que foi maravilhoso ter conhecido e
tocado na Croácia (na época precisava de visto para entrar e eles nos deram
apenas 24 horas, isto é, entrar, tocar e ir embora, (risos), mas foi animal!
Roadie Metal: Como foi o processo da entrada de
Leonardo Chagas, que assumiu um posto chave na banda vocal
e baixo. Isso deve ter afetado diretamente à você que é responsável
pela bateria? Carlos Fernandes: Cara, afetou a todos na verdade, todos na banda sentimos
a saída do nosso irmão Alex. Estávamos em um nível altíssimo de
entrosamento e parceria, éramos irmãos mesmo. Ainda somos, claro, mas a saída
dele foi muito difícil para a banda. Quanto a entrada de Chagas, nós
buscamos alguém que pudesse se comprometer no mesmo nível que os demais. Chagas
possui um ‘home studio’ no qual faz o trabalho de gravação independente para as
bandas locais, gravações de demos e CDs também, além de morar próximo. Tínhamos
muitas opções para o posto, mas a distância iria pesar demais para os ensaios e
tudo o mais, pois no Khrophus somos uma família, cara. Além de ensaios normais,
procuramos fazer churrascos e encontros familiares para que todos possam
interagir e assim criar um laço de amizade maior que somente o de parceiro de
banda. Assim, Chagas foi quem preencheu melhor os requisitos que buscávamos em
um novo frontman, pois trabalha com música, tem disponibilidade de horários e
ama Death Metal como todos na banda!
Adriano Ribeiro: Faço do Carlos, as minhas
palavras. O Alex é um Khrophus, a amizade continuará sempre. Quanto ao Chagas,
nós já o conhecemos há muitos anos, ele já tocou em muitas bandas e
precisávamos disso, de alguém que soubesse do funcionamento de uma banda de
estrada, que tivesse disponibilidade e que se tornasse um frontman. De cara já
o colocamos em “roubada”, seu show de estreia é em março no Otacílio Rock
Festival, que sempre tem um bom público, e em junho já vamos para a Argentina,
e muitos outros lugares.
Roadie Metal: Vocês pretendem lançar este ano um “EP virtual”. Comente sobre
este projeto. Ele é um aperitivo para se prepararem para a turnê nos EUA em
2017. Carlos Fernandes: Na verdade, esse EP que lançaremos com algumas
músicas novas é mais para mostrar a nova cara da banda para o público. Mesmo
sofrendo uma baixa significativa, a base da banda vai permanecer e a
brutalidade, velocidade e técnica, características em nossas músicas,
continuará. Estados Unidos já é um plano antigo, gostaríamos de até lá, ter
mais um CD ‘full’ lançado. Assim planejamos…
Roadie Metal: A propósito desta turnê nos EUA, na
visão do Khrophus, qual a diferença entre o público americano e o europeu? Carlos Fernandes: Cara, o público europeu, em sua maioria, observa
mais, analisa friamente a banda, e mostra que gostou comprando muito material,
em elogios após o show também, pagando cerveja “ô coisa boa Prost!” (risos),
coisas assim. Em alguns lugares houve mais interação, algumas rodas se
abriram, mas no geral eles são mais observadores mesmo. Nos Estados
Unidos, esperamos algo como a mistura de dois públicos, o latino e o
europeu, algo mais nessa linha, interação no show e ótima para venda de
material da banda, isso é o que esperamos lá!
Roadie Metal: Seu mais recente trabalho “Eyes of Madness”
é um tanto intrincado e bastante variado musicalmente. Como se dá o
processo de composição da banda tendo este aspecto de músicas tão
complexas? Carlos Fernandes: A base disso chama-se Adriano Ribeiro, nosso
guitarrista, ele que compõem tudo que se pode ouvir, ele cria livremente sem se
prender a nada, modos, teorias, métodos, nada mesmo. Simplesmente nascem
naturalmente e eu apenas “decoro essa casa” dando algumas sugestões,
criando as linhas de bateria e “limando” 90% dos exageros dele (risos)! O que
chega para o CD foi muito “lapidado” e “limado”, Adriano é uma
“fritadeira” nas seis cordas! Se aproximar, você se queima (risos)!
Roadie Metal: Como foi o processo de gravação deste àlbum
em particular? Carlos Fernandes: Em “Presages”, nosso segundo ‘full’, as
músicas ficaram muito longas e percebemos isso em shows e nas execuções, “tocar
músicas de quase seis minutos é osso” (risos). Para o “Eyes of
Madness”, buscamos enxugar as músicas e deixá-las mais na cara, sem
rodeios, e chegamos a esse resultado. Buscamos sempre ter um
trabalho que pudesse ser executado igualmente ao vivo, sem corrigir
quase nada e sem acrescentar milhões de camadas disso ou
daquilo. Queríamos algo visceral e ríspido, como nos fim dos anos 80,
época em que era gravado quase em “take one”, para isso pedimos a ajuda do
nosso irmão de sempre “Xei” Alexei Leão (AML Estúdios) que nos entende e
nos ajuda com tudo, além de ser um dos melhores profissionais desse ramo no sul
do Brasil, e vamos buscar manter a fórmula sempre que possível, cercar-se de
pessoas que saibam o que estão fazendo e que gostem disso.
Roadie Metal: Qual a visão de vocês sobre a atual
situação do mercado da música pesada no Brasil? Carlos Fernandes: Cara, acredito que viver de música hoje é algo
complicado. Você tem que dar inúmeras aulas, cercar-se de tudo que for
possível, que possa rentabilizar para pagar as contas e no fim acaba quase
sempre igual, pouco tempo para se dedicar à banda. Essa é a realidade
atual de quem vive de “banda” no Brasil hoje. Cobrar os custos para se
tocar já é complicadíssimo, que dirá um cachê!
Na banda somos todos envolvidos com o underground, todos organizamos shows em
nossa região e estamos em contato constante com a cena, e sabemos das
dificuldades de ambos os lados, como a maioria que tem banda por aí, jamais
vamos querer que um produtor tome um prejuízo e se foda, jamais! Mas,
há um par de bandas por aí que não estão nem aí para isso;
produtor toma prejuízo violento e no fim recebe de consolo da banda um tapinha nas
costas e “tchau”! Nós não pensamos assim, pois para nós isso também contribui e
muito para o enfraquecimento da cena. Acho que pagar para tocar, não,
nunca! Mas foder com produtor também, não! Há de haver um meio termo sempre!
Adriano Ribeiro: Temos total respeito e sempre acabamos
nos tornando amigos dos produtores, pois também somos, e sabemos como é tomar
prejuízo e ter que arcar com isso pois já passamos por isso diversas vezes, e
com isso aprendemos a vender nosso trabalho de maneira justa para os
dois lados. Não oneramos os produtores, mas também não pagamos para tocar,
esse meio termo é a melhor escolha para poder oferecer a banda outras vezes
para o mesmo organizador no futuro, pois pode ter certeza que queremos
voltar. Tentamos ser justos e amigos de todos, talvez isso também seja uma
das coisas que nos fez estar a tanto tempo no “underground”. Isso também se
reflete nos nossos materiais. Vendemos a preço muito justo, e por isso vendemos
muito, nosso lucro pode ser menor, mas por outro lado temos material espalhados
mundo afora.
Roadie Metal: Adriano, já que citou que
também promovem shows e dão suporte às bandas, fale um pouco da sua visão
quanto à esta irmandade que existe no meio metálico! Adriano Ribeiro: Na hora de tirar dinheiro do bolso ou correr
riscos, essa irmandade não é bem assim. Mas, sim, desde quando montei a banda,
já venho produzindo eventos. Antes mais, agora menos, mas sempre estamos
fazendo algo. Já trouxe várias bandas internacionais aqui em
nossa região (Florianópolis e São José), como Vader, Incantation, Marduk,
Enthroned, Iconoclasm, Pandemia, Requien Aeternam, etc. O pessoal da banda
também é bem envolvido com isso, todos produzimos eventos de tempos em tempos,
e isso sempre ajudou a banda de uma forma ou de outra.
Roadie Metal: Quais os próximos passos que o Khrophus tem
para 2016?
Carlos Fernandes: Divulgar ao máximo o nome da banda e tocar onde
for possível sempre, finalizar o EP virtual e por a nova formação na estrada. Adriano Ribeiro: E compor material para o 4º CD que devemos lançar
em 2017.
Roadie Metal: A Roadie Metal agradece imensamente sua entrevista e deseja à Khrophus
sucesso em suas futuras empreitadas! Carlos Fernandes: O Khrophus agradece imensamente o espaço e damos
os parabéns pelo ótimo trabalho que vocês desenvolvem! Sabemos que nadamos
contra a maré no Brasil, aqui somos uma contracultura e sabemos que temos um
longo caminho a percorrer para mudar isso, e que zines, sites, rádios são de
total importância para essa mudança! Agradecemos o apoio de vocês, irmãos! Adriano Ribeiro: Ótimo trabalho é pouco, é uma honra podermos
participar de alguma forma dessa grande empreitada que é a Roadie Metal, só
tenho elogios e agradecimentos para o espaço que nos foi aberto. Obrigado
mesmo.
Bem diz a velha máxima: “Menos, é mais...” isso se aplica com certeza ao Valhalla, após se tornar um trio, com Adriana Tavares (Guitarra), Alessandra Tavares (baixo e guitarra) e Ariadne Souza assumindo bateria e vocal, o trio deu um grande salto de qualidade e aparou as arestas de sua música.
O resultado disso é o Ep “Evil fills me” (sexto registro da banda) nesta nova fase a banda calibrou de vez e acertou mão em seu Death Metal ríspido e sem concessões, o sangue que corre nas veias das garotas é o Death Metal Florida, revigorado com uma transfusão da personalidade e bagagem do trio, este “Evil fills me” traz pedradas certeiras com um diferencial que a banda soube imprimir aquela aura de malevolência que este estilo pede, a violência de sua música preenche o ar, Adriana Tavares mostra personalidade em riffs numa performance pra lá de inspirada.
Alessandra Tavares faz uma barreira impenetrável com seu baixo destruidor e Ariadne Souza, meus amigos, essa moça é um capítulo à parte, pois além de um vocal poderoso no melhor estilo Cannibal Corpse ela ainda faz de sua bateria uma máquina de demolição, não economizando nos “blast-beats” em seus pedais duplos e viradas quebradas e certeiras, numa das melhores performances que pude conferir no estilo nos últimos anos, sem dúvida Ariadne ainda vai dar o que falar em qualquer lista de “melhores do ano”.
Além da faixa título completam o EP as demolidoras ”Internal War”, “Mistery of Existence” e ”Weird Desire”
O Valhalla mostra que sua persistência gerou ótimos frutos e com certeza este trio vai ter seu merecido lugar ao sol.
Para nossa sorte a banda disponibilizou “Mistery of Existence” na internet então, voce pode conferir aqui na Roadie Metal:
Formação:
Adriana Tavares – guitarra Alessandra Tavares – Baixo e guitarra Ariadne Souza – Bateria e vocal
A banda ainda teve oportunidade de participar recentemente do DVD “Território Metálico” um documentário sobre o Heavy Metal no Distrito Federal, confira a performance da banda , com uma qualidade musical impecável!
Agora os paulistas do Nervochaos têm um nome certo para ocupar a função das quatro cordas: Thiago Anduscias! O novo integrante, por fins práticos, não é novo. Essa não é a primeira passagem do ex-integrante do Amazarak pela banda, já que esteve presente entre os anos de 2002 e 2006. Sua presença já é notada nos palcos desde o último dia 16, quando a banda se apresentou em Petrolina, Pernambuco. Com isso, Thiago embarcará com Lauro Nightrealm (vocal e guitarra), Cherry (guitarra) e Eduardo Lane (bateria) na extensiva turnê que está adiante, passando inclusive pela Ásia e África do Sul.
As próximas datas serão as seguintes:
23/01 – Katmandu (Nepal) @ Nepal Deathfest
24/01 – Kuala Lumpur (Malaysia) @ Penvia Studio
28/01 – Johannesburg (South Africa) @ Rumours Lounge
29/01 – Gaborone (Botswana) @ TBA
30/01 – Pretoria (South Africa) @ Wolmer
31/01 – Pietermaritzburg (South Africa) @ La Casa
01/02 – Durban (South Africa) @ The Winston
02/02 – East London (South Africa) @ Raggies
03/02 – Port Elizabeth (South Africa) @ Pool City
04/02 – Cape Town (South Africa) @ R.O.A.R.
05/02 – Cape Town (South Africa) @ The Mercury
06/02 – Cape Town (South Africa) @ Buckley’s
12/03 – Otacilio Costa/SC (Brasil) @ Otacilio Rock Fest
15/03 – Santiago (Chile) @ KMASU Premiere
16/03 – Lima (Peru) @ Salon Imperial
17/03 – Sao Paulo/SP (Brasil) @ Hangar 110
18/03 – Brasilia/DF (Brasil) @ Extreme Noise Fest
19/03 – Montevideo (Uruguay) @ TBA
20/03 – Buenos Aires (Argentina) @ Uniclub
26/03 – Caruaru/PE (Brasil) @ Teatro Joao Lyra
14/05 – Jandira/SP (Brasil) @ Caveira Velha Festival
11/06 – Asuncion (Paraguay) @ Absolut Rock
12/06 – Buenos Aires (Argentina) @ Roxy Live
14/06 – Florianópolis/SC (Brasil) @ Celula
16/06 – Lima (Peru) @ TBA
17/06 – Quito (Ecuador) @ Patios de la ACJ
18/06 – Bogota (Colombia) @ Bogothrash Festival
14/07 – Trutnov (Czech Republic) @ Obscene Extreme Festival
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